sexta-feira, 4 de maio de 2012

A beleza Divina

Quando falamos da beleza de DEUS, logo nos vem à mente e ao coração Santo Agostinho, que assim se dirige ao Amado e Belo de sua alma, quando descobre no processo de sua conversão: Tarde te amei, beleza sempre antiga e sempre nova, tarde te amei! Eis que habitais dentro de mim e eu te procurava do lado de fora! Eu, disforme, lançava-me sobre as belas formas das tuas criaturas. Estava comigo, mas eu não estava contigo. Retinham-me longe de ti as tuas criaturas, que não existiriam se em ti não existissem. Tu me chamaste, e teu grito rompeu a minha surdez. Fulguraste e brilhastes, e tua luz afugentou a minha cegueira. Espargiste tua fragância e, respirando-a, suspirei por ti. Eu te saboreei e agora tenho fome e sede de ti. Tu me tocaste e agora estou ardendo no desejo de tua Paz.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

http://neusinhabrotto.blogspot.com.br

Ganhei da minha amiga Neusinha.

domingo, 25 de março de 2012

Eu só sei que nada sei!!!

De uma forma muito justa, Sócrates fez a seguinte observação: “Saber que nada sabemos é a verdadeira ciência”. O intelecto pode e deve conduzir-nos até certo estágio no caminho do desenvolvimento interior. Ele é um grande desbravador de caminhos! Entretanto, se quisermos ultrapassar certas fronteiras, é preciso ensiná-lo a calar-se. Na verdade, ele tem o hábito de intervir mesmo naquilo que não é de sua competência, paralisando nosso progresso em direção aos níveis mais elevados de consciência. Por isso, é de fundamental importância ensiná-lo a não mais se intrometer, fazendo cessar completamente as suas instruções. Focalize-se no Eterno, no Infinito, no Invisível e o intelecto aprenderá a ficar em seu devido lugar.

quinta-feira, 15 de março de 2012

A Ação da Amizade

Vez que outra, é bom nos determos, por alguns minutos, para refletir um pouco sobre a ação da amizade em nossas vidas. A amizade é o sentimento que une as almas umas às outras, gerando alegria e bem-estar. A amizade é suave expressão do ser humano que necessita intercambiar as forças da emoção sob os estímulos do entendimento fraternal. Inspiradora de coragem e de abnegação, a amizade enfloresce as almas, abençoando-as com resistências para as lutas. Há, no mundo moderno, muita falta de amizade! O egoísmo afasta as pessoas e as isola. A amizade as aproxima e irmana. O medo agride as almas e as infelicita. A amizade apazigua e alegra os indivíduos. A desconfiança desarmoniza as vidas e a amizade equilibra as mentes, dulcificando os corações. Na área dos amores de profundidade a presença da amizade é fundamental. Ela nasce de uma expressão de simpatia e firma-se com as raízes do afeto seguro, fincadas nas terras da alma. Quando outras emoções se enfraquecem no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada das pessoas que se estimam. Se a amizade fugisse da Terra, a vida espiritual dos seres se esfacelaria. Ela é meiga e paciente, vigilante e ativa. Discreta, se apaga, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa. Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor. A amizade é fácil de ser vitalizada. Cultivá-la, constitui dever de todo aquele que pensa e aspira, porquanto, ninguém logra o êxito, se avança com aridez na alma ou indiferente ao enlevo da sua fluidez. Quando passam os impulsos sexuais do amor nos cônjuges, a amizade fica. Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, se existe amizade, não se rompem os liames da união. A amizade de Jesus pelos discípulos e pelas multidões, dá-nos até hoje, a dimensão do que é o amor na sua essência mais pura, demonstrando que ela é o passo inicial para essa conquista superior que é a meta de todas as vidas e mandamento maior da Lei Divina.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Oração pela Paz Mundial


Oração Pela Paz Mundial
Precioso Senhor do Universo

Hoje, renuncio a todas as armas do ódio e agressão em meus pensamentos, palavras e atos.

Hoje, renuncio aos ressentimentos e mágoas que me levaram a atacar os outros e prejudicar-me.

Hoje, renuncio a todas as idéias de cinismo e julgamento, a todas as palavras destrutivas e a todos os atos de vingança e violência contra mim e contra os outros.

Hoje, limpe-me de todos os pensamentos e palavras de ataque, a fim de que eu possa dar os passos necessários para instalar a paz em meu coração e oferece-la ao mundo.

Hoje, não me deixe esquecer que cada ato meu é importante para construir a paz no mundo.

Hoje, abro meu coração para enviar energia do amor a todos os líderes mundiais

Hoje, abro meu espírito para contruir na criação de um mundo em que a agrassão e a violência se transforme em solildariedade e compaixão

Hoje, abro meus olhos para conscientizar-me de tudo o que posso fazer ou dizer para promover a presença da paz.

Hoje, reconheço que a paz começa comigo.

Hoje, eu me entrego confiantemente em Suas Mãos

Dedico cada idéia que penso, cada palavra que digo e cada um dos meus atos à criação, manutenção e propagação da paz.

Faça com que a luz da paz reine em mim.

Que a presença da paz reine em mim.

Faça com que o poder da paz irradie de mim e através de mim!

Que a paz envolva todo mundo!

Assim é!

E assim seja!
Feliz Ano Novo, Paz e Luz à todos que habitam nosso Planeta.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011


"Preste atenção à sua vida, pois não é tudo o que você vê, é da maneira que realmente é. A mente nos engana o tempo todo. Observa mais, antes de dar sua opinião ou crer ou até julgar o que esteja vendo".

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Nas Asas da Amizade


Ele era um homem de baixa estatura, pequeno, tímido, muito tímido. Quando ele se defrontou com Napoleão, apesar de ter recebido o convite para ser médico dele, ele achou que não estava apto para ser médico de um homem que ele julgava tão valoroso. São os enganos da Terra.
Esse homem, tímido, de baixa estatura, foi ser diretor de um sanatório de doentes mentais em Paris. Seu nome: Pinel*.
Ao chegar ao sanatório ele encontrou todas as pessoas acorrentadas, sangrando. Muitas delas estavam ali por longo tempo, iam defiando pouco a pouco, e a violência que se instalava nelas era pela revolta da forma como eram tratadas. Aquilo fazia com que se desesperassem, gritassem, e o sofrimento era tão grande que juntava desequilíbrio ao desequilíbrio provocado pela situação.
Pinel levou um serralheiro e mandou que serrasse todas as correntes. Todos os enfermeiros disseram: “Senhor, eles vão matá-lo. Você irá morrer nas mãos desses loucos”. E ele disse: “Pois serrem as correntes!” Ele era tímido no conviver, mas era forte e vibrante nas suas decisões. Sabia o que era melhor e tinha um profundo respeito pela medicina que naquela época engatinhava, era um sacerdócio para ele, um desafio o distúrbio mental. Quando serrou as correntes, pessoas mal nutridas, algumas tuberculosas, tanta dor, tanto gemido, nem forças para reagir possuíam. Olhavam para os pés libertos e era como se fosse uma visão do próprio céu. Muitos loucos realmente, outros já em estado de torpor, ou dentro daquele quadro que um dia, por misericórdia de Jesus, chamado de O Consolador Prometido se descortinou para o mundo e para Paris: o conhecimento da vida espiritual.
Quantos obsediados chegavam lá possessos, falando coisas estranhas, conversando com parentes que já haviam morrido, muitos eram colocados lá por interesse de parentes, que que herdariam a sua fortuna, e com ajuda de muitos médicos, advogados, eram levados para os sanatórios. Essa cumplicidade tão sórdida. E ele, Pinel, diante de todos aqueles enfermos, tão mal tratados, foram banhados com ervas aromáticas e deitados numa cama limpa. Quantos dormiram por mais de um dia. Mas o que mais o impressionou foi uma jovem.
Ela tinha seus cabelos em desalinho, seu rosto ainda trazia traços de sua beleza que a insanidade havia devorado, mas essa mulher chamou a atenção de Pinel pelo fato de que ela não parecia insana, não tinha atitude agressiva e violenta, e quando ele foi conversar com ela, ela falou com extrema lucidez:
- Doutor, eu fui colocada aqui pelo meu marido. Fui tida como louca porque ele me levou ao desespero extremo, pois quando eu o vi levando mulheres e mulheres na minha casa, eu, com os meus filhos, eu comecei a gritar, a xingar, a agredi-lo. Bastou isso para que o médico da família me internasse no sanatório, e aqui estou, fazer o que? Provar que eu não sou louca, como? Até os parentes o julgavam um homem bom. Quando eu tentei falar com o meu pai, o procedimento dele, ele apenas me disse: “Todos os homens agem assim”. Quando eu pedi ajuda à minha mãe, ela falou: “Eu passei por isso e resisti sem nenhuma ajuda”. Estou aqui, e o tempo passando sem eu saber contá-lo. Eu não pude fazer nada.
Ele tratou das suas ulceras na perna, mandou que tratasse dos seus cabelos, passar um óleo aromático para desembaraçá-los. Ela, pouco a pouco, foi readquirindo o rosado da face, as feridas foram cicatrizando, e aquela calma, que era uma aceitação da dor, se instalou dentro dela. E Pinel disse:
Eu posso fazer com que você volte para a sua casa, para a sua família.
E ela disse:
- Eu não quero mais. Sei que todos devem estar bem. Nunca me visitaram. Como eu ansiei ver o rosto da minha mãe e do meu pai. Como eu ansiei perguntar como estavam os meus filhos. Se nunca vieram me ver, como um fantasma que desperta da dor eu não quero voltar mais. Se o senhor me permitir eu posso ficar e ajudar aqui. Eu posso fazer muita coisa, posso aprender a costurar, cozinhar, posso fazer a limpeza, eu faço o que o senhor mandar, eu posso aprender tudo, eu não fazia nada, eu tinha camareiras, mas hoje eu sei o quanto é importante cuidar das feridas do corpo e das feridas da alma.
Pinel sabia que muitos e muitos daqueles que ali estavam tinham uma história bem triste, mas o que mais enchia os sanatórios era a obsessão, eram os perseguidores implacáveis. Houve no
plano espiritual, pouco a pouco, um processo de dinâmica, as colônias foram aumentadas, hospitais se ergueram, asilos, albergues, e nesse processo, nessa evolução, porque havia, sim, pontos de atendimento, mas não do porte de um Nosso Lar, Legião dos Servos de Maria, eram pequenos postos de atendimentos que atendiam aqueles que já estavam preparados pelo bem, já estavam despertos para a luz, mas aqueles que erravam sofriam, ficavam vagando pela erraticidade. Era assustador, como ainda é olhar as ruas de Paris, os portais das riquíssimas igrejas, ainda com seus hospedes espirituais, sofredores a arrastar chagas do corpo e da alma.
A obsessão se instalava no comportamento da pessoa e já eram levadas para os sanatórios. Muitas vezes os médicos e o próprio Pinel se deparavam com a cura espontânea daquela pessoa, e não sabiam o porquê, não havia lógica no raciocínio clínico que fazia. Mas hoje nós sabemos que a obsessão não precisa encher sanatórios, e quantas pessoas ainda hoje, em pleno século XXI, nós, nas caravanas que fazemos a hospitais, nos deparamos com pessoas que, por terem passado por um processo de depressão, de perdas, são às vezes levadas a total fragilidade dos órgãos, da mente, pelos medicamentos violentos, transformam-se em autênticos robôs a andar pesadamente pelos corredores, arrastando seus pés com o olhar vago, sendo às vezes vampirizados por colônias de espíritos, vampiros que se abrigam nos sanatórios.
Até hoje, nos século XXI, com o conhecimento da reencarnação, do Espiritismo, muitos ainda não têm acesso a essa explicação para o fato da pessoa perder o controle da sua mente, e o fato das pessoas ainda não terem o esclarecimento necessário, quantos são levados a iniciarem o grande calvário, entram em depressão, fazem tratamento, são consideradas pessoas enfermas, perdem a confiança em si mesmas, perdem seu emprego e o seu referencial de vida. Ainda hoje isso acontece. É preciso que os médicos psiquiátras reformulem continuamente seus conhecimentos para poder melhor entenderem aqueles que às vezes possuem uma dor tão grande que se transforma numa tristeza tão intensa, que perdem o controle das suas forças mentais. O Espiritismo veio como terapia de apoio, de esclarecimento, de compreensão, de amor.
Aquele homem tão comum foi um homem corajoso que não seguia as normas da sua época, que desafiou os poderosos, porque ele dizia – “Eu sou médico. Eu sei o que vou fazer” – ficou gravado na história da medicina: o grande Pinel. Um homem tão superior que achava que Napoleão era maior que ele. São os enganos do mundo, são os enganos da vida, mas o Espiritismo esclarece, cada um na sua posição, cada com o seu carma, cada um com os seus débitos, mas todos de igual forma beneficiados pela misericórdia de Deus. Seja qual for o erro de cada criatura, ela terá sempre a misericórdia de Jesus a interceder por ela. As dores não são eternas, as angústias, um dia, ganham lenitivo. Deus é dono da vida, é dono do amor, é dono de nossos espíritos.

Charles

Mensagem recebida pela médium Shyrlene Soares Campos, no Núcleo Servos Maria de Nazaré, que é uma
Instituição Filantrópica reconhecida como Utilidade Pública: *Municipal (Lei nº 4362 de 11/07/86), *Estadual (Lei nº 12.877 de 17/06/98) e *Federal (Lei nº 485 de 15/06/2000). Av. Dr. Arnaldo Godoy de Souza, 2275 – Caixa Postal 320, CEP 38412-970 Uberlândia-MG – Fone: (0xx34) 3238-4551.
* Philippe Pinel nasceu em 20 de abril de 1745 em Saint André, França, no castelo de Rascas e faleceu em 25 de outubro de 1826, em Paris. Foi um médico francês, considerado por muitos o pai da psiquiatria. Foi o precursor ao considerar que os seres humanos que sofriam de perturbações mentais eram doentes, deviam ser tratados como doentes e não de forma, o que acontecia na época. Foi o primeiro médico a tentar descrever e classificar algumas perturbações mentais.

domingo, 4 de setembro de 2011

Menino de Rua



Na rua escura, um pequeno sozinho caminha esperando que a sorte adversa lhe dê um pedaço de pão.
Pequeno vadio sem lar, sem amigos, no pó das calçadas, num choro contido aguarda a noite com medo no coração.
Menino das ruas com pais, mas sem ninguém. Os que passam não sabem de sua dor, seu viver, seu sofrer, seu falar, seu chorar, seu esperar.
Que futuro te aguarda?
Perdido na noite, perdido na alma reparte com os cães seu triste dormir. Nas ruas vazias, mas cheias de sombras você sente medo, mas para quem vai falar? Então você cala seu medo e seus sonhos.
Menino de rua, quem vê a sua dor? Menino bandido, menino sem infância, o mundo é culpado do seu triste trilhar. Rua não é lar, rua não é escola, menino de rua. Te ensinam a matar, menino de rua. Somos todos culpados do seu triste penar.
Somos todos culpados da dor a vagar, porque nossa alma não aprendeu a ajudar nossa alma mesquinha só aprendeu a julgar... a julgar... a julgar...
Cotovia Triste
ϕ
Mensagem recebida pela médium Shyrlene Soares Campos, no Núcleo Servos Maria de Nazaré, que é uma Instituição Filantrópica reconhecida como Utilidade Pública: *Municipal (Lei nº 4362 de 11/07/86), *Estadual (Lei nº 12.877 de 17/06/98) e *Federal (Lei nº 485 de 15/06/2000). Av. Dr. Arnaldo Godoy de Souza, 2275 – Caixa Postal 320, CEP 38412-970 Uberlândia-MG – Fone: (0xx34) 3238-4551